SEGURO DE AUTOMÓVEL: QUAIS CUIDADOS DEVO TER ANTES DE CONTRATÁ-LO?

A procura pela contratação de seguro de automóvel cresceu significativamente nos últimos 20 anos, tanto que hoje já representa 6% do PIB no país. O crescimento da criminalidade, o ótimo custo-benefício dos muitos serviços adicionais oferecidos pelas empresas do setor e a necessidade (sobretudo em momentos de crise) de se resguardar estimulam a elevação permanente desses números.

Se você está pensando em comprar um carro ou até já comprou e agora chegou à conclusão de que não vale a pena deixar o fruto do seu sacrifício nas mãos da sorte, prepare-se para conhecer algumas dicas fundamentais sobre o que deve ser considerado ao contratar um seguro auto! Confira nosso post e evite dores de cabeça no futuro!

QUAIS AS DIFERENÇAS ENTRE FRANQUIA E PRÊMIO?
Os termos mais vistos em qualquer apólice de seguro de automóvel são franquia e prêmio, expressões muito confundidas até mesmo por quem já tem um contrato em vigência. Mas você sabe o que são e qual a relação entre esses elementos? Aprenda já:

FRANQUIA
A franquia é o valor mínimo pago pelo segurado em caso de sinistro (ocorrência), ainda que haja um contrato de seguro. Assim, digamos que uma batida com seu carro resulte em prejuízos avaliados em 4 mil reais e sua franquia prevista na apólice é de apenas mil reais. Nesse caso, você arcará com mil reais, ficando o restante sob a responsabilidade da seguradora. Trata-se, basicamente, de uma coparticipação, comum a todas as empresas do setor de seguros. O que normalmente varia em cada concorrente é o valor dessa franquia, que tem relação direta com o prêmio.

PRÊMIO
Prêmio é o valor pago à seguradora para efetivar a vigência do seguro. A relação é a seguinte: quanto menor é o valor da franquia, maior também é o prejuízo financeiro potencial da seguradora em caso de sinistro e, portanto, maior é o valor do prêmio. No caso inverso, quanto maior é o valor da franquia estipulada, menor é o valor do prêmio. Escolher a melhor combinação depende, portanto, de seu histórico de ocorrências. Se você trabalha em uma região de alto índice de roubos e furtos, por exemplo, vale a pena buscar uma apólice com franquia mais baixa, aumentando assim o valor do prêmio. Todos os termos devem ser personalizados a seu perfil.

QUE COBERTURAS O SEGURO DE AUTOMÓVEL DEVE TER?
A chamada cobertura compreensiva, que cobre danos parciais ou integrais em caso de colisão, incêndio, roubo e furto, costuma estar presente como proteção básica de qualquer seguradora. Entretanto, alguns planos podem incluir como cobertura elementar a Responsabilidade Civil Facultativa de Veículos (RCF-V), que tem como objetivo reembolsar ao segurado a indenização a que seja obrigado a providenciar (judicial ou extrajudicialmente) em decorrência de danos corporais ou materiais involuntários causados a terceiros. Então preste atenção se sua apólice inclui essa garantia!

Fora isso, ainda é possível dar mais proteção ao veículo, o que será feito por meio das chamadas coberturas adicionais, que podem ser inseridas a critério do segurado. Como você pode imaginar, esses extras elevam o valor do prêmio. É altamente recomendável, entretanto, que além das citadas acima, ao menos outras 2 coberturas estejam presentes em sua apólice. Veja só:

ASSISTÊNCIA 24 HORAS
Você nunca sabe quando seu carro pode apresentar falhas mecânicas. E se isso acontecer na madrugada, em um local de alta periculosidade? Nem é preciso argumentar demais sobre o quanto ter uma cobertura de guincho 24 horas é essencial para garantir sua tranquilidade, certo?

LUCROS CESSANTES
Esse item só é fundamental se você usa o veículo para fins profissionais. É o caso de um taxista e de um vendedor externo, por exemplo. Imagine se esses motoristas têm que deixar o carro na oficina por uma semana! Certamente, sofrerão prejuízos financeiros de alto impacto. Pois é essa cláusula que assegura proteção financeira nessas situações.

Há ainda outras coberturas que podem ser interessantes, dependendo do perfil do segurado. Avalie e tire suas próprias conclusões:

  • Proteção aos vidros: garante cobertura de danos aos vidros, lanternas, faróis e retrovisores;

  • Carro reserva: quem assina essa cobertura adicional tem direito a receber temporariamente um carro extra da seguradora por 7, 15 ou 30 dias em caso de sinistro — o prazo varia de acordo com o contrato;

  • Reembolso de despesas extraordinárias: considerando que um acidente gera diversos prejuízos, diretos e indiretos, essa cláusula surge para cobrir quaisquer que sejam os gastos decorrentes do sinistro — do táxi que você tem que pegar para voltar para casa até a documentação para regularizar um novo automóvel;

  • Seguro-franquia: quem contrata esse item garante que a seguradora pagará a franquia integralmente no primeiro sinistro quando os prejuízos ultrapassarem o valor estipulado na apólice.

O QUE LEVAR EM CONTA AO CONTRATAR UM SEGURO?
Antes de mais nada, peça indicação a pessoas de confiança sobre o corretor de seguros. Afinal, esse profissional esclarecerá suas dúvidas e intermediará sua relação com a companhia securitária. Verifique também se ele possui registro na Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

Fique atento ao fato de que o valor do prêmio é calculado de acordo com o perfil de uso do automóvel. Assim, como condutores menores de 24 anos lideram as estatísticas de acidentes, os seguros para esse perfil costumam ser bem mais altos que para mulheres e idosos, por exemplo. Além disso, os índices de furtos e roubos na vizinhança em que mora ou trabalha, a presença ou não de garagem coberta e as taxas de sinistralidade do modelo e ano do veículo são outros detalhes que fazem a diferença nos valores estipulados. Vale ficar de olho nessas variáveis!

Verifique se a seguradora oferece descontos de renovação da apólice e preste extrema atenção às cláusulas de exclusão de responsabilidade. Lembrando que coberturas contra colisões, roubos e furtos estarão presentes em qualquer apólice. O que deve ser verificado é em quais ocorrências a seguradora se isentará de responsabilidade — no caso de catástrofes naturais, como enchentes e quedas de árvores, por exemplo.

E sabia que algumas pequenas ações podem reduzir consideravelmente o valor de sua apólice? Providenciar uma garagem coberta e a instalação de equipamentos de segurança, bem como não acionar o seguro se o valor do dano estiver próximo à franquia, para evitar perder o bônus de renovação, além de contratar uma seguradora de tradição no mercado são algumas das iniciativas que certamente farão a diferença no valor do seu seguro de automóvel.

Por último, seja fiel à realidade no preenchimento dos formulários. Se você tem menos de 24 anos, por exemplo, colocar-se inveridicamente como condutor eventual (que, nessa condição, só permite guiar o automóvel por 15% do tempo total de rodagem) é garantia de dores de cabeça, uma vez que as seguradoras têm meios para verificar a veracidade das informações prestadas.

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